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Assuntos! #11

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Filiação (ções)

Neste número, juntos com Gustavo Slatopolsky, conversamos com M. Bassols a partir de duas entrevistas com duas modalidades diferentes. Um rabino e sua mulher e um trio poliamoroso. O notável, afirma M. Bassols, é que, apesar das transformações  da família que vimos constatando,  a estrutura familiar como tal continua se mantendo. O que mudou, sem dúvida, é a estrutura do casamento, ou do vínculo de casal, produzindo efeitos no social cada vez maiores, mas a questão da filiação continua sendo o fio condutor da relação do sujeito com o Outro. A problemática da pergunta sobre o desejo do Outro permanece invariante.

Acompanhando este vídeo, o comentário de 5 analistas à pergunta sobre o pai, que, nos tempos do Seminário V, é formulada por J. Lacan.

Leticia Acevedo faz reflexões sobre perguntas recolhidas em sua clínica. Tem importância conhecer a origem, no caso da concepção por fertilização assistida? Esta modalidade incide no modo de fazer família? 

Silvina Rojas faz um contraponto entre o pai que "autoriza o texto da lei" e o pai de RSI que, "encarnado em uma existência", faz de uma mulher a causa de seu desejo.

Cecilia Rubinetti destaca o valor da operação de metáfora e seus efeitos de enlace na articulação Simbólico-Imaginário-Real.

Eduardo Suarez nos propõe revisitar o que falha em nossas explicações. Para isso, sugere que nos orientemos pelo Lacan questionador, que é capaz de revisar,  ponto por ponto, o que ele mesmo havia dito. 

Que vocês tenham um bom proveito!

Liliana Zaremsky
Responsável da Comissão de Conteúdos do VIII Enapol

Tradução: Vera Avellar Ribeiro



 

Lacan dixit

"Que é o pai? Não digo na família, porque, na família, ele é tudo o que quiser, é uma sombra, é um banqueiro, é tudo o que tem de ser, ele o é ou não é, o que às vezes tem toda a sua importância, mas também pode não ter nenhuma. A questão toda é saber o que ele é no complexo de Édipo".

Lacan, J., O seminário, livro 5: as formações do inconsciente (1957-1958). Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller, Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1999, p. 180.

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