Assuntos

Assuntos! #29

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A dissonância dos irmãos

Em nosso penúltimo Assuntos! do ENAPOL apresentamos uma entrevista a Mauricio Kartun –dramaturgo e diretor de teatro argentino– na qual conta a origem de sua peça teatral Terrenal, com o comentário emoldurado por conceitos psicanalíticos, de Oscar Zack. A obra mostra a história aggiornada de como Caim continua matando Abel, já em outro tempo. Situa a origem nas contingências, mitos e seus próprios assuntos de família. Finalmente, sustenta Kartun, "o um sozinho cresce monstruoso " e isso implica cair no dois que sempre leva a brigas e diferenças. Inquietante familiaridade do semelhante como conjuntura da rivalidade fraterna, segundo Cristina Gonzáles. O que está em jogo entre eles, diz Ennia Favret, é a "sonoridade" entre a verité e la jouissance.

Nos textos, Blanca Musachi seguindo Freud, situa como a chegada de um irmão afeta o campo do saber, do desejo e do objeto. Débora Nitzcaner sustenta que à psicanálise interessa a "irmandade" por seu reverso, ou seja, por aquilo que sai da fila dos enredos identificatórios do Édipo.

Por um lado, então, a assonância. Como diz Lacan em…ou pire, "somos irmãos de nossos pacientes na medida em que somos, como eles, filhos do discurso". [Lacan, 1971-1972: 230]

Por outro, a orientação pela dissonância que implica situar o gozo singular, velado pelo redemoinho de contingências com que cada um constrói suas marcas de família.

Nós nos encontraremos muito em breve!

Viviana Mozzi
Diretora do VIII ENAPOL



 

A Irmandade de Caim
Oscar Zack (EOL)

No Evangelho segundo São Mateus há um diálogo entre o discípulo e o mestre:

-Mestre, qual é o mandamento mais importante da Lei?

Jesus respondeu: Amarás o Senhor com todo teu coração, alma e mente.

Este é o primeiro mandamento, mas há outro: Amarás teu próximo como a ti mesmo. Concluindo: nisso se fundamentam a Lei e os Profetas.

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Irmãos

"Eu tenho três irmãos..."
Blanca Musachi (EBP)

Fapol NEL NEL EBP