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¿A quién mata el asesino? Psicoanálisis y criminología de Silvia Elena Tendlarz y Carlos Dante García estará em nossa livraria

El padre modelo (Paidós, Buenos Aires, 2014)

Para recomendar este livro, nada melhor que os comentários sobre ele feitos por J.-A.Miller na apresentação realizada em 29 de abril de 2008 e publicada sob o título "Nada é mais humano que o crime ". Leiamos alguns parágrafos:
"Tomo a palavra para celebrar o lançamento deste livro, cujos méritos são deslumbrantes: é claro e está bem ordenado; a amplidão de sua informação não é apenas para os especialistas, pois se endereça a um público amplo. Está escrito em uma língua comum e, a cada vez que introduz palavras próprias do vocabulário da psicanálise, ou do direito, é dada uma explicação. Isto não é comum nos trabalhos dos psicanalistas. Vocês encontrarão referências e nomes próprios que não conhecem e que testemunham o esforço por parte dos autores para ir mais além da biblioteca habitual dos analistas. Em minha opinião, este trabalho será útil tanto para os analistas como para os agentes do aparato jurídico. Trataremos de imaginar que uso poderá ter para eles. A clínica apresentada neste livro resulta de uma interseção entre a psicanálise e o direito. Ao lê-lo, poderia parecer que há duas clínicas. Junto à clínica psiquiátrica e freudiana, o próprio discurso do direito produziu sua própria clínica selecionando os elementos que podia incorporar. É, a um só tempo ou sucessivamente, uma clínica policial e jurídica".

"Quando se lê ¿A quién mata el asesino?, a pessoa se identifica com a vítima. As quatro páginas do Prólogo são para fazer pensar sobre o que significa "e todos assassinos!". Pelo menos, todos somos suspeitos. Caso se formule a pergunta sobre se devemos assumir a responsabilidade dos sonhos imorais, Freud responde que sim Analiticamente, o imoral é uma parte de nosso ser. Nosso ser inclui não só a parte da qual estamos orgulhosos..."


"Neste livro, há umas páginas muito interessantes sobre uma mulher criminosa interrogada publicamente por Jorge Chamorro, o caso Hortensia. Durante a apresentação de enfermos, que durou uma hora e meia, nosso colega conseguiu mostrar que se tratava de uma psicose, ao passo que o diagnóstico inicial era de histeria".

"Se agora alguém se perguntar o que seria o direito inspirado pela psicanálise, pelo menos um direito que não desconheça a psicanálise, poder-se-ia dizer que seria um direito que matizaria sua crença na verdade".

Daniel Aksman
Tradução: Vera Avellar Ribeiro