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Cuando el Otro es malo… de Jacques-Alain Miller y otros estará em nossa livraria

El mito individual del neurótico(Paidós, Buenos Aires, 2011)

O "Outro malvado" é realizado a partir de seis casos clínicos - apresentados sem dúvidas de diagnóstico no que concerne à psicose - e de uma conversa que convida você a continuar lendo até o fim, sob um formato dinâmico e ameno que percorre os desfiladeiros da construção das diferentes versões singulares da maldade do Outro.
O que extrair como um mais de saber a partir da leitura deste livro?
Em primeiro lugar, a construção lógica da apresentação de um caso, seguida do lugar do comentador que percorre e recorta o "detalhe clínico" para extrair dali, desse coletivo, as variações que se deixam ver no caso por caso.
Mas podemos acrescentar, o que é essencial, o lugar que cada analista - cada um com seu próprio estilo - ocupa diante da psicose. JAM conclui: "evitando posicionar-se como sujeito suposto saber diante destes sujeitos psicóticos. Além desta recomendação, cada um demonstrou, com o paciente que lhes cabia receber, como inventava a medida". Ou seja, o invento do analista para que estes sujeitos possam tornar sua vidas mais suportáveis e encontrar a possibilidade de como lidar com a maldade dos outros.
Por último, orienta-nos sobre duas das questões clínicas assinaladas por Lacan: O que queres de mim? e Você pode me perder? Inclui-se uma terceira: Do que goza?, que nos leva a nos posicionar no ponto "original" do sujeito. A maldade está ligada à cadeia significante, dado o "subentendido", de tal forma que sempre podemos supor no Outro, uma vez que somos falados desde ele, suas más intenções.
A malevolência difusa ou mais localizada é apresentada nestes casos como modos singulares com que cada sujeito lida com seu gozo, como um modo de tratamento do gozo. Por acaso isso só poderia ser situado na psicose? Cada um tirará suas conclusões.

Catalina Bordón