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El padre modelo, de Manuel Zlotnik, estará em nossa livraria.

El padre modeloGRAMA Buenos Aires 2016

Neste livro se encontrará um reve ensaio sobre a pluralização dos Nomes do Pai.
A pregunta que orienta todo o seu desenvolvimento é: O que Lacan quer dizer quando passa do Nome do Pai para os Nomes do Pai?
A construção do pai modelo reúne várias peças solta tomadas dos distintos momentos do ensino de Lacan, mas realizando um pormenorizado percurso sobre o conceito de Nome do Pai, para captar como Lacan adverte e antecipa sobre o declínio do pai na sociedade atual.
A solução lacaniana diante do declínio do Nome do Pai não consiste em restituí-lo, mas em recuperar "os pais nas distintas versões da pluralização", como uma "reformulação do pai em outro estado que já não é o ideal", porém mais próximo ao sinthoma.
Apoia-se em desenvolvimentos de Jacques Alain Miller e Eric Laurent, os quais sustentam que o declínio do pai se verifica na época atual, uma vez que já não existe um Outro que ordene e pacifique. É a "época líquida", na qual os sujeitos se encontram em uma corrida ilimitada, comandados por seu plus de gozar.
Diante do imperativo categórico do empuxo ao todo da época, os pais modernos se veem intimados a cobrir a demanda ilimitada de seus filhos, se dispõem a conseguir-lhes os objetos gadget que acalmam a frustração. Mas, a rigor da verdade, o objeto plus de gozar libera o pai de encarnar e transmitir a função de limite.
Manuel Zlotnik apresenta este pai modelo como quem, desde o real de sua castração, sabe se virar com o real que não tem inscrição simbólica e sem recorrer à sua repressão nem a sua significação fálica. É "a maneira singular que cada um encontra de ser pai", o que supõe que estas marcas sejam múltiplas e cada uma excepcional.
O autor confronta o leitor com a inevitável consequência de que a função paterna já não seja a de metaforizar, mas a de versionar em um meio-dizer sobre o que não há.

Maria Lujan Ros