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Esto no es un diagnóstico, de Adrián Scheinkestel

Esto no es un diagnóstico(Buenos Aires, UNSAM Edita, 2017)

Neste livro são abordadas diversas questões que concernem ao campo da psicanálise e à psiquiatria, aos diagnósticos, à medicação, ao atual da clínica, ao último ensino de Lacan, à prática da psicanálise em hospitais, na rede da EOL.

A partir da posta em jogo de um real, se formula o diagnóstico em psicanálise, como a arte de juntar, a um só tempo, o particular e o geral; questão que marca uma diferença a classificação automática do DSM, dissociado do real em jogo, que tende a eliminar juízo subjetivo.

O real em jogo, ineliminável em todo sintoma, nos orienta quanto ao "inclassificável".

Significante introduzido por Miller na década de 90´, que se refere aos sujeitos que não podem ser situados em nenhuma estrutura.

O "inclassificável" se joga também na admissões, seja no consultório ou em um hospital, quando se produz o "efeito sujeito".

Muitas vezes, no primeiro encontro com um analista em um hospital, em consultório, ou em uma rede assistencial, se consegue que aquele que consulta para se livrar de um sofrimento possa dar lugar à dimensão subjetiva em jogo.

A posição do analista, mais além do lugar onde exerça sua prática, implica a passagem da posição assistencial para uma clínica do caso por caso, na qual se apontará para dar lugar ao mais singular de cada um, ao diferente mais além do diagnóstico comum.

Ao abordar estes temas, este livro nos acompanha para pensar a clínica psicanalítica e a psiquiátrica, a posição do analista em seu consultório, em redes assistenciais ou no hospital, nas admissões e na relação do psicanalista com a Escola.

Verónica Berenstein