Livraria

Simone Weil. Lecturas políticas, Valerie Gerard (Dir.)

Simone Weil. Lecturas políticas(Nueva Visión, Buenos Aires, 2012)

O nome de Simone Weil começa a ressoar a partir da criação da movida Zadig, no denominado por Jacques-Alain Miller, Campo Freudiano ano zero.

Não renunciar à luz interior é o que seu pesamento e ação sustentam, e que põ de manifeto em seu escrito "Notas sobre la supresión general de los partidos políticos".

Escrever como modo de permanecer no mundo, é algo que se pode ler em "Simone Weil. Lecturas políticas". Trata-se da escrita que se segue ao relâmpago que ilumina e orienta na obscuridade, como no percurso de uma análise e que refere ao mais singular de cada um? Familiar ao conceito de desejo do analista? Para mim, esta referência ao curso de JAM O ultimíssimo Lacan tornou-se inesquecível: "…toda psicanálise acontece na obscuridade, uma obscuridade que esperamos que seja sulcada por relâmpagos."

Campo Freudiano ano zero: tudo começa sem destruir o anterior, para elevá-lo a um nível superior. As leituras políticas de Simone Weil enfatizam que a pressão coletiva acarreta a abolição da singularidade e impele às trevas. Luz interior, modo como nomeia aquilo que não responde a esta lógica do para todos. Cabe notar porque se consideraria uma fonte de inspiração para a movida Zadig, e porque Simone Weil. Leituras políticas, se faz presente em nossa livraria do VIII ENAPOL.

Juan Pablo Martin Mogaburu