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Tu Yo no es tuyo. Lo real del psicoanálisis en la ciencia de Miquel Bassols

Tu Yo no es tuyo(Tres Haches, Buenos Aires, 2012)

"Miquel Bassols circunscreve o real na psicanálise, tanto no registro epistêmico como na experiência de uma análise. Mas, além disso, acompanha as mudanças que a noção de real teve em diferentes momentos do ensino de Jacques Lacan. Nesse sentido, segue a elaboração que Jacques-Alain Miller vem fazendo desse ensino. Quanto ao real, a separação progressiva de uma ontologia e a maneira de situá-lo em uma existência que não se define pelo que há.

[...] Como bem enfatiza Miquel Bassols, o que se decifra do sintoma como metáfora é o que uma análise tem de terminável, ao passo que a causalidade do real cristaliza - como o amor de Stendhal - no resto irreversível da transferência e do sinthoma".

Germán García

"Uma ciência do objeto a, isso talvez tivesse sido um destino para a psicanálise. A idéia posterior de Lacan de que a lógica era uma ciência do real e que a psicanálise deveria seguir sua referência, também é uma via a ser explorada. Mas o problema se complica se seguimos essa lógica no ensino de Lacan, tal como Jacques-Alain Miller mostrou e continua a elucidá-lo. A idéia de que haveria uma ciência do real parece, então, mais uma quimera, uma futilidade cujos impasses é necessário seguir para isolar o que não cessa de não se inscrever nela. Condição indispensável para isolar o real próprio da psicanálise o real que se faz presente no sintoma.

Por este viés, tu és, antes, teu sintoma".

Miquel Bassols i Puig